
Eu estava ali, parada, olhando o movimento ao meu redor. Tanta gente com pressa, tentando caber nos moldes que o mundo inventou…
E eu? Eu estava descalça.
Não era rebeldia, era liberdade.
Alguns olharam torto. Outros desviaram o olhar, como quem não sabe lidar com o que é de verdade.
E, pela primeira vez, eu não me importei.
Senti o chão.
Senti o vento.
Senti que, para ser inteira, eu precisava me despir da opinião alheia.
A vergonha perdeu a vez naquele dia.
E, no lugar dela, nasceu algo que ninguém podia tirar: a coragem de existir sem pedir licença.

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