Eu passei muito tempo tentando caber.

Caber no olhar dos outros.

Caber no silêncio da sala.

Caber na roupa, no tempo, na expectativa alheia.

Me estiquei, me encolhi, me dobrei em mil pedaços.

E no fim, sobrou de mim só o que agradava.

Até que um dia eu me cansei.

De tanto tentar caber, percebi:

eu não nasci pra encaixe.

Nasci pra presença.

Pra ocupar meu próprio espaço — sem culpa.

Agora, eu não me aperto mais.

Não me escondo.

E se minha luz incomoda,

talvez seja hora de quem vê… ajustar o olhar.

Porque hoje,

eu me escolho —

inteira.

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Sobre o LUZ NO LABIRINTO

Bem-vinda (o) ao meu cantinho de travessias. Aqui, cada palavra é uma lanterna acessa dentro de um labirinto.

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