“Os que riram para não morrer — o manifesto da lucidez disfarçada”

(Por Cristina Mendes – Luz no Labirinto)

Diziam que éramos distraídos.

Mas era o mundo que gritava demais, e nós precisávamos respirar.

Ríamos alto enquanto tudo desmoronava —

não por falta de noção,

mas por excesso de sensibilidade.

Fazer piada era defesa.

Inventar personagens, salvação.

Criar mundos paralelos, nossa forma de resistir.

Sobrevivemos enquanto nos chamavam de loucos.

Resistimos enquanto nos chamavam de instáveis.

Vivemos, mesmo que ninguém tenha notado o quanto doía.

Hoje, entendo:

a criança que fui estava me protegendo.

A adulta que me tornei, está me agradecendo.

Não tenho vergonha das voadoras que dou nos pensamentos.

Nem dos risos que explodiram em meio ao caos.

Porque agora eu sei:

não era loucura — era lucidez disfarçada de humor.

Não era fuga — era a única estrada possível.

E se você, que lê isso agora, também sobreviveu rindo, criando, exagerando,

então saiba:

você não está sozinho.

Você também é luz no labirinto.

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Sobre o LUZ NO LABIRINTO

Bem-vinda (o) ao meu cantinho de travessias. Aqui, cada palavra é uma lanterna acessa dentro de um labirinto.

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