Hoje, não foi só um dia.

Foi o instante em que a oração antiga floresceu.

Aquela que nasceu do cansaço, da dor, da esperança sussurrada:

“Senhor, que uma flor nasça da minha dor.”

E ela nasceu.

Não no campo — mas dentro.

Num jardim secreto regado por lágrimas de força,

de renascimento,

de quem atravessou a noite escura da alma

e ainda assim escolheu florescer.

Era uma flor simples.

Talvez uma margarida,

quem sabe um girassol.

Daquelas que não pedem licença para se abrir,

que dançam com o vento,

e seguem a luz mesmo quando tudo é sombra.

Hoje eu me vi em flor.

E, entre os cacos do que fui,

descobri o milagre do que posso ser.

Essa sou eu:

A flor que nasceu do que parecia impossível.

A flor que não nega suas raízes,

mas que escolhe abrir os braços ao céu.

— Cristina, a estrela que sempre foi, e agora floresce.

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Sobre o LUZ NO LABIRINTO

Bem-vinda (o) ao meu cantinho de travessias. Aqui, cada palavra é uma lanterna acessa dentro de um labirinto.

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