por Cristina Mendes

Na teoria, tudo parece caber num plano.
A estratégia está traçada, o mapa colorido, o manual revisado.
Mas basta a vida real aparecer — com suas esquinas tortas e seus ventos contrários —
pra gente perceber que não é suficiente saber o caminho, se o chão muda de forma a cada passo.
A vida de verdade não se move por fórmulas.
Ela exige muito mais do que o que aprendemos.
Ela exige o que ainda estamos aprendendo a sentir.
Ela vem com incógnitas.
Com perguntas que não se resolvem com lógica,
mas com presença.
E nesse campo vivo, onde a lógica falha,
quem sobrevive não é o mais preparado —
é o mais disposto a olhar para o invisível, rever planos e seguir com humildade.
Porque, no fim, viver é isso:
não seguir um manual.
Mas desenvolver habilidade para atravessar o inesperado.
E quando a gente entende isso,
a vida não fica mais fácil —
mas a gente se torna mais inteiro.

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