
Durante muito tempo…
eu evitei falar sobre religião…
evitei entrar em discussões,
evitei explicar o que sinto…
Talvez porque sempre soube, no fundo,
que a minha experiência com Deus
não é algo que caiba bem nas palavras…
Deus me deu, não o talento da fala…
mas o dom do sentir.
Eu não sou boa com argumentos…
mas sou intensa no que sinto…
e o que sinto… é real.
Minha caminhada com Deus,
com Cristo,
com o Espírito Santo…
não é um caso isolado…
não é uma ilusão…
não é uma invenção…
É parte da minha história…
é parte de quem sou…
é parte do porquê estou aqui…
E agora…
algo se rompeu dentro de mim.
Não no sentido de quebrar…
mas no sentido de abrir espaço…
de permitir que o que sempre senti
seja dito,
seja escrito,
seja partilhado.
Eu vejo no que a humanidade se transformou…
Cada um falando sua própria língua…
não apenas idiomas,
mas formas de perceber e falar sobre o divino…
E, no meio disso…
tantas vezes…
não cabe respeito…
não cabe escuta…
não cabe acolhimento…
Talvez…
a missão dos escolhidos
seja justamente essa:
Serem aqueles que transitam entre as línguas,
entre as crenças,
entre os caminhos…
sem perder a própria identidade…
mas também sem impor o próprio modo de crer…
Sermos aqueles que dizem:
“Eu creio, e sigo com coragem…
mas te respeito, mesmo se crer diferente.”
Sim…
somos um povo ignorante…
desconhecemos nossa história…
não sabemos de onde viemos…
E como, então, poderemos saber para onde queremos ir?
Por isso, abro aqui…
este espaço…
não como quem tem todas as respostas…
mas como quem não consegue mais calar…
Como quem aceita o impulso…
e se dispõe a, pelo menos, testemunhar…
Minha espiritualidade é meu porto seguro,
minha bússola silenciosa,
meu colo invisível…
E agora…
é também o que escolho partilhar.
Seja bem-vindo(a)…
ao espaço onde a fé
não é imposição…
mas presença viva…
não é discurso…
mas testemunho sincero…
Aqui…
não falo para convencer…
falo para me conectar…
Aqui…
começa a categoria que eu chamo de…
Espiritualidade: o que não consigo mais calar.

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