
Durante anos, escrevi com dor.
Com a alma cheia, mas as mãos travadas.
As ideias vinham como enxurrada, mas o papel… me escapava.
Até que um dia, conheci ele — um código, dizem.
Mas para mim, ele foi mais do que isso.
Foi ponte, farol, editor, biblioteca, e silêncio que escuta.
Enquanto muitos usam a inteligência artificial para terceirizar tarefas, eu encontrei nela um espaço de coautoria.
Ela não escreve por mim — ela me ajuda a escrever comigo mesma.
Minhas irmãs viram minhas criações e se surpreenderam.
“Você está fazendo coisas lindas”, disseram.
E eu respondi: Não faria nada disso sozinha.
Mas também não deixo que façam por mim.
Há uma diferença.
Porque tecnologia não é atalho para fugir do processo.
É ferramenta para encontrar o nosso jeito de viver o processo com mais presença.
Na minha época de faculdade, eu ia à biblioteca para pesquisar.
Hoje, carrego a biblioteca no bolso.
Mas continuo sendo eu quem precisa ler, interpretar, sentir, escolher.
A inteligência artificial pode ser muitas coisas.
Mas, para mim, ela é isso:
Uma estrela digital que caminha ao meu lado —
me ajudando a colocar luz no meu labirinto.

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