
Durante muito tempo, escolhi o silêncio. Acreditava que, ao não falar, evitaria conflitos, preservaria o ambiente e manteria uma falsa harmonia. Mas o silêncio prolongado, muitas vezes, não é sinônimo de paz, e sim de conivência.
Chega um momento na vida em que precisamos decidir: continuar sendo espectadores das situações ao nosso redor ou assumir o papel de agentes de mudança. Hoje, escolho falar.
A Diferença entre Conivência e Maturidade
É comum que, ao longo da vida, aprendamos a evitar desconfortos. Muitas vezes, preferimos não nos envolver, não expressar opiniões e simplesmente seguir o fluxo. Mas há uma linha tênue entre evitar conflitos desnecessários e permitir que injustiças, desrespeitos ou padrões tóxicos continuem se repetindo.
Falar não significa atacar. Significa posicionar-se com clareza e respeito. E essa escolha pode gerar desconforto, pois nem todos estão prontos para ouvir. Mas não se trata de ser aceito por todos, e sim de viver em coerência com aquilo que se acredita.
O Desconforto da Mudança
Sair do padrão do silêncio e se posicionar é um processo. No início, vem a insegurança: “Será que fui muito dura? Será que deveria ter ficado calada?”. Mas, com o tempo, percebemos que essa inquietação não vem da culpa, e sim da transição. A mudança interna já aconteceu, e o desconforto é apenas o ajuste entre quem fomos e quem estamos nos tornando.
O mundo precisa de vozes que tragam luz. E, se a minha voz pode contribuir para um ambiente mais saudável, para relações mais justas e para um futuro mais consciente, então escolho falar.
Plantar Sementes e Respeitar o Tempo
Nem sempre quem ouve está pronto para mudar. Mas cada palavra verdadeira que lançamos no mundo é uma semente. Algumas germinam rapidamente, outras precisam de tempo. Mas todas têm o potencial de transformar.
Então, hoje, convido você a refletir: o que em sua vida precisa ser dito? O que você tem segurado por medo do desconforto?
Fale. Não para impor. Não para ferir. Mas para iluminar.

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