
Soltar as mãos de quem amamos nunca é fácil. É um processo que dilacera, que faz questionar, que traz medo e insegurança. Durante muito tempo, acreditamos que segurar firme é o que mantém a conexão viva. Que insistir, tentar e permanecer é a prova de que o amor é real. Mas e quando seguramos mãos que não querem mais estar ali? Quando a força que fazemos para manter o laço nos fere mais do que nos fortalece?
A vida me ensinou que o verdadeiro amor não aprisiona, ele liberta. Amar também é permitir que o outro siga seu caminho, mesmo que não seja ao nosso lado. E, principalmente, amar a si mesma é entender que algumas partidas não são abandonos, são apenas caminhos diferentes que precisam ser seguidos.
Soltar as mãos foi o processo mais doloroso da minha vida, mas também o mais libertador. Foi nesse ato de entrega que percebi que eu não estava perdendo ninguém – eu estava me encontrando.
E agora, meu coração não carrega correntes, apenas memórias e aprendizados. Continuo amando, mas sem tentar controlar. Continuo caminhando, mas sem carregar pesos que não são meus. Continuo vivendo, mas com a certeza de que aqueles que realmente pertencem ao meu caminho encontrarão um jeito de caminhar ao meu lado – por escolha, não por obrigação.
Se você sente que precisa soltar algumas mãos, saiba que do outro lado da dor existe liberdade. E que, às vezes, soltar não significa perder. Significa permitir-se voar.

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