Há 36 anos, participei de um encontro que mudou minha vida. Foi lá que senti pela primeira vez o chamado a servir, acreditando que meu destino seria em um convento. Naquele tempo, eu buscava algo maior, um sentido que ainda não conseguia compreender plenamente.

Ontem, ao acompanhar minha filha Maria Letícia em um encontro semelhante, fui surpreendida por um convite para partilhar minha experiência com outros pais. Hesitei por um instante, mas senti que precisava falar. Era como se a voz que eu pensava estar perdida encontrasse sua força novamente.

Enquanto eu falava, percebi que as pessoas estavam profundamente atentas. Não era apenas minha história que estava sendo ouvida, mas algo maior fluía através de mim. Era como se cada palavra não fosse minha, mas uma mensagem que precisava ser entregue. Senti uma energia poderosa, como se eu estivesse conectada a algo divino, maior do que eu mesma.

Aquela jovem de 36 anos atrás, que acreditava que seu chamado era um convento, não imaginava que o verdadeiro propósito de sua vida seria alcançar tantas pessoas de formas diferentes. Hoje, entendo que o servir pode ser tão amplo quanto as histórias que somos capazes de compartilhar.

Libertar minha voz foi mais do que aprender a falar—foi resgatar minha essência e entender que meu propósito sempre esteve comigo. Agora, mais do que nunca, sei que minha missão é ser luz, voz e força para aqueles que precisam encontrar o caminho em seus próprios labirintos.

E assim, com coragem e entrega, sigo, pois sei que minha história pode transformar outras vidas.

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Sobre o LUZ NO LABIRINTO

Bem-vinda (o) ao meu cantinho de travessias. Aqui, cada palavra é uma lanterna acessa dentro de um labirinto.

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